quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Segunda década.

  • Sómbrio. O pensamento de entrar em uma nova década, um novo ciclo, um novo momento da vida, é sómbrio. Apesar de parecer bobagem, pessoas com um senso de planejamento absurdo e dominador, com metas difícies que gritam por serem realizadas com rapidez, veem isso assim. Talvez por medo de não dar tempo, por sentirem que mesmo com essa falsa disciplina, suas vidas caminham por trilhas perigosas, que são conturbadas demais, pecam por pensar tanto e nisso. Eu sou uma dessas pessoas.
  • Sou também aquele tipo de pessoa estranha, que gosta de responder questionários, faz balanços incontáveis e listas, muitas listas. Mas não acho isso estranho. Estranho seria ser aquele tipo de pessoa que pisa em flores caídas, que não gosta de cachorro, que não lê um livro por semana. E ainda assim, sei que esse tipo de gente não é estranho, só é diferente de mim. Vou ser sincera, como muitas vezes, de forma impulsiva, irracional e dita 'sem noção', acabo sendo. Falar de mim, pra mim, não é tão ruim: entra nos balanços incontáveis e nas listas; sempre faço.
  • Alguns bons minutos de reflexão e vamos lá. 20 anos é uma idade que divide águas. Quando fiz 10, 15, 18, em nenhuma dessas ocasiões me deparei com a derradeira: o que fiz e o que não fiz até agora? E com 20 não é que tal questão surgiu? Não me arrependo de muitas coisas, isso é bom. Nem das que ainda não fiz, mas esfria a espinha pensar em vários ocorridos, situações malucas, palavras, gestos. É muita vida vivida até então, e me gabo por tentar viver com intensidade. Tentar. Aparências enganam demais. E também sou aquele tipo de pessoa que você tem que conhecer por um pouco mais de tempo pra saber como se é. Os que sairam rapidamente da minha vida não souberam disso.
  • Algumas coisas definidoras: sou sedentária, amo comer (porcarias, pois nem sei dizer quando comi salada pela última vez), nunca fiz academia - isso de pagar e ir todo dia, mesmo cogitando, nunca consegui. Ponto. Porém, passei anos e mais anos de minha até agora curta vida, praticando esportes. É, sou contraditória, lembrei. Natação e nem consigo pular de ponta. Enxadrista de campeonatos, hoje viciada em gamão e isso é uma contradição à classe. Ginástica ritmíca, Olímpica, Caralho a Quatro: ser humano travado, com baixos resquícios de uma flexibilidade que outrora existiu. Além de sentir fortes dores, ainda digo palavras de baixo calão com certa freqüência. Mais um hábito a ser fortemente combatido na nova fase. E o volêi. Ahhh, o vôlei. De quadra, de areia, de suor, de cansaço, de broncas, de hematomas. Não nasci pra isso. Gostava de viajar, observar o comportamento do time quando perdia, quando ganhava, de conceder entrevistas como alguém que tinha a vida tocada por aquele mundo. Nunca foi. E tinha a competição. Atualmente me sinto mais calma, sem vontade louca de vencer, mas com tantas disputas presentes na vida, não tinha como não querer ganhar tudo. Enfim, fui aquela garota da família que em época de Olímpiadas dizia-se: logo, logo, a Letícia está ali. Continuo sendo. Minha avó torce pra que eu seja correspondente de Olímpiadas. Nem tudo está perdido, afinal.
  • Isso vai ficar grande, muito grande, mas vai me fazer bem, muito bem. Se um dia eu for alguém com um terço da importância que outros alguéns me atribuem, já valeria pra me conhecer um pouco mais. Mas não sou tão otimista pra esperar por tal acontecimento. Peco por isso. Pessimismo como se fosse realismo, um medo grotesco de cair de uma certa pose de super pessoa equilibrada, desencanada, perfeita. Não sou, não quero ser, não consigo. Tentei. Quem não tenta? Mas descobri já, em 20 primaveras, que não é possível. Infelizmente, a perfeição é reservada aquilo que não pensa: natureza, chocolate, cervejas geladas. Mesmo o que é idealizado pelo homem (o ser pensante) atinge sua perfeição exatamente por não ser como o dono. Pensar, no meu caso, é terrivelmente macabro. Me dói. Me consome. Mas gosto. Sei que sem pensar como penso me tornaria um alguém por quem eu provavelmente não me interessaria, e isso restringe até mesmo minhas relações pessoais a um nível bem menor de arrependimento - se forem terminadas, explico. Penso muito na vida, na minha, nas que crio, nas que vejo, penso em vida. Por isso, essa coisa de viver parece tão sagrada. E tão assustadora. Não me entra na cabeça alguém querer morrer, mas entendo se bem explicado. Vai ver simplemente se cansou desse caos que nos deparamos todo dia ao acordar. E se for ver, é caos pra enlouquecer qualquer um. Sorte dos que superam e vivem por viver. Mas os que pensam...
  • Por pensar demais, mesmo o mais sendo menos - não penso como Einsten ou Platão (droga!) - mas o suficiente pra me tornar desde muito cedo algo que demorei a assumir: uma inventora de histórias. Não sei o momento certo em que isso surgiu em minha vida. Foi depois de aprender a ler e a escrever, claro. Mas não foi tão depois. Sei que pensei, pensei e um dia sentei e escrevi. Depois quando reli, vi o poder da escrita, do registro, da caligrafia mal feita - minha letra é péssima, não vai mudar - e senti o poder da criação. Ele existe e mesmo que seja em duas orações, de um parágrafo qualquer, é felicidade pura ver que aquilo que você pensou deu certo no papel. Loucura? Pode ser. Acho que é, na maioria das vezes. Mas também me faz perguntar como alguém vive sem isso e me faz sentir diferente, até mais feliz. E felicidade é o que importa no fim das contas, não?
  • Eu estaria definida nesses já extensos parágrafos. Mas não quero parar de escrever; é amor demais pra parar por aqui. E oras, tenho mais sobre mim. Não me acho super interessante, mas sei que se eu resolvesse fazer um filme sobre mim, pelo menos seria cômico. Segundo Jim Morrison (o gato!) se sua vida não dá um é filme, é melhor revê-la. Assino embaixo. Talvez por ser tão apaixonada por cinema. Ou por viver de uma forma tão louca, às vezes, que qualquer roteirista canastrão teria enredo pra várias películas. Xi. Tenho fama de louca, inconsequente, devastadora, fria, calculista, desligada, desencanada. Enquanto sou apenas impulsiva, desastrada, atrasada, preguiçosa, gulosa, teimosa. Mas perceba: não desmenti a fama, apenas não aumentei. Seja lá o que eu seja, tento ao máximo ser como quero ser, não como os outros desejam e isso me faz feliz. Mas também não posso dizer que sou feliz por completo. Não acredito que alguém possa atingir tal feito. O que tenho me basta, ao falar sobre pessoas, companhias, noites. Mais do que isso, nesse sentido, é futilidade, me fugiria o comando. É, tenho isso de querer comandar minha vida e meus sentimentos. Não consigo, eu sei. Mas deixa eu pensar que pelo menos isso está comigo.
  • Não vou entrar em um único departamento: amor. E esse não é aquele que sinto pela Alice, ou por minhas amigas e amigos, mãe, pai, irmã, cachorro. Não farei isso por medo, pode apostar. Não sei o que vai sair, nesse ponto estou sem opinião formada. E percebo ao pensar nisso, neste momento, que estou sem ela desde sempre. Nunca formei uma idéia certa sobre romances. Os que inventei até hoje foram formatados de acordo com observações e alguns poucos fatos que ocorreram comigo. Sempre preferi tardes de conversas e análises de fora pra criar casais legais. Mas isso também não me faz alguém sem ninguém sempre. Na verdade, 'eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também', sempre foi meu lema. Sempre. E até mesmo quando fugi disso, o medo não fez a fuga completa. Nem sempre o que digo é o que penso. Mas não me considero mentirosa. Sou alguém que, nesse sentido, busca analisar o terreno, demarcá-lo, com hipóteses e formas de pagamento. Já descobri, mais de uma vez, que não é o melhor método, ou melhor, descobri que não existe método. Eu só queria conseguir não ter métodos, mas não dá. Eu disse que não falaria nada e falei. Mais um pouco de mim: digo que não, mas penso e sai o sim.
  • Orgulhosa, bêbada, polêmica. Dispenso a previsão. Ter orgulho é de se orgulhar. É um escudo que criei nesse caótico mundo perdido. Bebidas a parte, não me queixo de quase nada que fiz em razão delas. Geralmente a verdade sai e não necessariamente de forma escandalosa. Mas pretendo diminuir o já diminuído. Certo mãe, certo pai?
  • Sinto que um balanço como este seria melhor feito em várias partes, com listas anexadas e em papel machê, mas não dá. Me falta força pra continuar pensando em mim. Muitas vezes, me canso tanto de mim que queria começar de novo, ver se eu seria de outra forma. Mas aí, algo acontece e eu gosto de ser quem sou, gosto da vida que tento levar, gosto de estar onde estou, fazendo o que me prôpus. Em plena segunda década me defino assim: alguém que gosta de si mesma, com as esquisitices, virtudes e muitos defeitos que unidos são tão únicos, com a aparência fora dos padrões estéticos vigentes e um senso maluco em relação a quase tudo, mas que vive. E isso basta.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

'Quase sem querer'

  • Hoje resolvi transcrever algo que há tempos percebi e venho sentindo: a minha, nesse instante extremamente necessária, vontade de escrever. A escrita em minha vida é muito comum, desde muito cedo, portanto deveria ser mais fácil. Também acho, é o que desejo constantemente. "Saia, saia de mim, idéia. Fique no papel ou em algum espaço cibernético". Mas não é assim. Se fosse, a maioria dos escritores não seriam considerados pessoas tristes, solitárias, suicidas e tudo o mais que lhes atribuem. Não que eu esteja me considerando uma escritora, dessas profissionais, talentosas e mantidas em suas paranóicas invenções artísticas. Não. Apenas digo que entendo-as. Sei exatamente a dificuldade que muitas vezes se torna pegar uma caneta e colocar o que se pensa no papel em branco. Posso dizer, álias, que quando as palavras resolvem escapar e se fazer aparentes isso é totalmente natural. Rapidamente, os contornos esferográficos vão dizendo aquilo que a alma de alguém criou, com sofrimento, paixão ou esperança. O que estou sentindo agora não é isso, definitivamente. É aquela dificuldade em se registrar idéias que há tanto estão guardadas, que não saem como imagens já codificadas, que precisam de um bom estado de espírito para surgirem. Mas não sou uma escritora, dessas profissionais e talentosas. Então, talvez isso seja mais justificável.
  • Esse post nada mais é do que uma declaração, a mim mesma e a quem se interessar, de que os sentimentos presentes em minha vida no momento, me propiciam de forma pura e honesta, trazer a escrita à tona. Seria mentira dizer que foi fácil decidir sentar pra colocar tudo em folhas limpas. Mas sutilmente sinto que conseguirei após a maior de minhas abstinências criativas fazer o que mais amo na vida. Escrever, escrever, escrever, escrever... aquilo que já foi inventado, que já está guardado em mim, só esperando o momento de se tornar público. E não estou falando desse post, de matérias em jornais universitários ou qualquer outro espaço. Hoje, as palavras voltam a tornam-se públicas em seus mundos que criei, em seus conflitos que tanto pensei e que hoje conseguirei espalhar. Entre elas, tão belas, algumas não tanto, mas ricas em um nível que só eu posso medir, saborear, desfrutar. Acredito que todos tenham seu talento, dom ou sonho. E que dessa forma todos possam entender o que sinto em relação às minhas estórias. Caso não haja talento ou dom aparente, o sonho sempre existirá e buscá-lo fará com que as outras coisas apareçam. Por fim, agradeço a vida - por mais sentimental e controverso que tal agradecimento pareça - por me possibilitar nesse momento entrar em contato com meu universo paralelo. O universo que tanto me faz bem. Pois sim, se eu fosse uma escritora, dessas profissionais e talentosas, dificilmente seria conhecida como a suicida, a triste, a solitária, mas como aquela que precisa de dias nublados, floridos e então felizes, para ser apenas ela mesma, em sua felicidade pequena e marota, mas feliz.
Uma música que representa, exatamente, um estado de espírito pré-criação:

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso e ainda estou confuso.
Só que agora é diferente: estou tão tranquilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo,
que eu não precisava provar nada p'ra ninguém.
(...)
Como um anjo caído, fiz questão de esquecer
Que mentir p'ra si mesmo é sempre a pior mentira.
Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei porquê.
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.
(...)
Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso palavras repetidas
Mas quais são as palavras que nunca são ditas?
(...)

Renato Russo.

  • Terminarei a partir de agora meu filho favorito, ele que desejo conceber há tempos. Ah, como é bom ser mãe de roteiros!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Um futuro inventado, desejado, demasiado.

Conversas sobre o futuro são sempre edificantes. Pelo menos quando imagino o que viria a ser meu futuro perfeito. Ei-lo descrito:

2029 - Letícia Birth M. C. H. (sobrenomes omitidos para preservação da honra de seus donos).

  • Com uma pensão alimentícia de 225 mil doláres quinzenais, Letícia vive com seus três lindos filhos: Gabriel, Luísa e Daniel/Beatriz, em sua singela 'casa' na serra gaúcha.
  • Jornalista por formação, roteirista premiada nas horas vagas, passa o dia a ler grandes obras de grandes mestres/as e a ver seus filmes favoritos da vida toda.
  • Solteira, não divide a cama com seu último namorado: o novo modelo da Calvin Klein, o inglês com sorriso colgate e recém 18 anos completados.
  • Adora dirigir e pratica o automobilismo em sua pista de corrida particular, na parte oeste da serra, que ganhou do penúltimo sogro.
  • Joga xadrez compulsivamente, quando não está a pintar as unhas quadradas de vermelho ou a procurar cabelos brancos em sua sempre tão querida franja.
  • Com seu par de pantufas de macaco, já remendadas, afinal, as têm desde seus onze anos, pratica ioga todos os dias, ao pôr-do-sol, sua visão preferida desde a infância - que só perdia para as costas do último marido, em movimento no Squash.
  • Em sua vitrola, feita especialmente para ela pela mesma marca dos pratos da bateria do primeiro esposo, ouve os discos que sempre ouviu, ao passar as noites acordada, observando vagalumes na janela ou apreciando uma Heineken gelada. Beatles, Strokes e Mutantes continuam sendo as bandas mais ouvidas.
  • Vive de moletom e uma exigência de velha precocemente inutilizada pela sociedade é de que a visitem com tal vestimenta. Afinal: "existe coisa melhor do que um abraço de moletom no inverno?"
  • Letícia ainda é feliz, apesar da febre reumática, que na serra só ataca quando ela está entediada. Com dois ou três goles de absinto, mal sente dor - seu fígado quarentão, infelizmente, não é mais o mesmo. "Absinto no lugar da morfina", foi o nome de seu último documentário investigativo.
  • Ela ainda come comida chinesa em demasia e diz que está brincando quando xinga ou negramente faz humor.
  • A senhora com pinta de velhota desinibida ainda liga para o "Disque Piada", agora remixado e continua odiando a droga do gerundismo, qualquer espécie de banco, eletrodomésticos que não funcionam quando mais precisa-se deles e as fotos indesejadas, como as dos paparazzi, cada vez mais ligeiros e inconvenientes.
  • Porém, ainda ama o perfume Flower by Kenzo, suas meias e lençóis coloridos e os cabelos tão macios, cheirosos e bagunçados de seus alunos. Ela dá aulas de português para medicineiros de até 20 anos, necessitados de boa redação para o vestibular - pois filantrópica se tornou com a fortuna.
  • Letícia quando senta-se em sua varanda e abre seu Twix de sempre, em tardes nubladas e frescas, pára e pensa: "Sim, essa é a vida que pedi a Deus, quando 19 anos tinha e toda ela pela frente. Eu já sabia!".

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ali, aqui ou acolá?

O número de metáforas que podem ser feitas com a noção de vida é tremendamente grande. Pode-se compará-la aos trilhos de trem, sempre tão estáticos, sujos, firmes ou simplórios. Pode-se compará-la aos caminhos feitos pelos trens. Rotas que são traçadas antes que se comece a viagem e que só terminam ao chegar na estação final, aquela em que todos descem e vão seguir com suas vidas. E aí retornamos a ela. A vida! Sempre tão comparativa, sempre tão única. A vida é feita de escolhas. Já dizem os bordões das propagandas de faculdades, carros e mata insetos. Faça sempre a melhor escolha, seja aquele que sabe o que quer, aquele que vai se dar bem de verdade na vida. Isso é dito e imposto o tempo todo. Obviamente, quando por algum motivo qualquer, não se segue exatamente essa rota, esse modo de encarar os fatos, não se escolhe o modo mais correto de fazer escolhas, tudo desmorona. As pessoas ficam perdidas, sem saber em que momento de suas vidas erraram o caminho, tomaram os trilhos que davam pra outra estação e geralmente, mesmo que de forma tardia, percebem que a estação em que desceram por engano, não vai levá-las a lugar algum, como se não existissem mais opções, outros meios de sobreviver. Ficam estáticas. Sentem-se sujas. Têm de ser firmes. Acabam simplórias em seus feitos. A obrigação toma conta de um espaço que não caberia a ela. E logo, logo, a perspectiva de não se ter mais perspectivas entra de sola e chuta uma bola que não faz nenhum gol. Vai pra fora, junto com a auto-estima, a vontade de brilhar. Acredito que é exatamente nesse momento, nesse lance físico entre chutador e bola, que a derradeira confirmação de estar tudo indo mal chega.
______Divagações sobre escolhas e rumos fazem parte do pensamento de alguém que já deve ter experimentado tal caos. Sim. Todos erram e aí entra o velho clichê: Errar é humano. O que vem após ele é que desanima: Errar duas vezes é burrice. Mas alguém que não tomou uma decisão, digamos, mais apropriada anteriormente, com certeza encontrará dificuldade pra tomar qualquer outra decisão, fazer qualquer outra escolha. De menus de restaurante a pares de chinelo. De cortes de cabelo a livros na biblioteca. De cores de caneta a nomes de cachorro. Tudo têm de ser mais pensado, analisado - o medo de "errar" novamente e sentir aquela infelicidade adentrando a sala é muito real - pra que não haja mais arrependimentos, pendências, caminhos sem volta. Por mais que eu tente, não consigo me desvencilhar de mim nesse blog. Talvez esse seja o grande intuito de seu criador-mor. Posso dizer que espero estar tomando as decisões que me levem a felicidade. Que as escolhas feitas no passado e de que tanto me arrependo se tranformem em estatísticas ou que eu pelo menos consiga mudar o sentido delas em minha vida. Porque isso é necessário. Quando se pega o trem errado ou cai numa estação desconhecida é sempre necessário que se corra atrás do "prejuízo" ou que se encare tudo como grandes e belos desafios impostos pela vida. Para dar mais força, coragem, determinação e aí sim, fazer de você alguém melhor, até melhor do que aquele que não teve dificuldades em seu caminho, que tomou os trilhos 'certos' enquanto você saiu sem destino. A vida é assim, com ou sem metáforas, com erros ou acertos, ela é única e só exige uma coisa: que se busque a plena felicidade, alheia ou sua, que os sorrisos estejam sempre expostos de forma vitoriosa, como se cada momento fosse o último e desse modo o mais decisivo. E então, o que decidiu fazer no próximo instante? Eu escolhi sorrir e procurar um modo de voltar a última estação e ver o que encontro de bom por lá. Talvez eu fique, talvez eu volte. Mas estarei sempre sorrindo, com a cabeça em pé. Faça o mesmo ou faça melhor. Faça do seu jeito!
DICAS DA SEMANA:
CINEMA
___Ir ao cinema é sempre tão reconfortante, ainda mais quando todo mundo paga igual, ele toma outro sentido. Sinceramente não sei a programação do cinema por esses dias, então vou recomendar alguns bons filmes pra se ver em casa mesmo:
___-Más companhias é um filme francês e de início parece se tratar de rebeldia adolescente, pura e simplesmente, mas com o passar do tempo, vê-se um excelente filme, desses de fazer pensar sobre o que está errado. O mais interessante é que esse filme tem um 'homônimo' americano, que só é homônimo por causa das brilhantes 'traduções' em português dos títulos dos filmes. E esse outro Más companhias é interessante também, mas é só. Eu fico com o primeiro.
___-Brilho eterno de uma mente sem lembranças é um desses filmes que todo mundo comenta, que todo mundo diz ser uma maravilha cinematográfica. Eu acho realmente bem-feito, inovador e Jim Carrey está excelente sem fazer um milhão e meio de caretas. Recomendo!
___-Clube da luta. Eu não sei quem ainda não assistiu, mas já o citei outras vezes nesse ou no antigo blog. Mas eu simplesmente adoro esse filme. Da trilha sonora ao cenário. Do Edward Norton insone ao figurino Carrara do Brad Pitt, que álias, vamos dizer, está extremamente em forma. Mas o filme é muito mais que a barriga tanquinho e os cabelos, dessa vez castanhos, do marido da Angelina Jolie. É inteligente, engraçado, faz críticas criativas a setores terríveis de nossa vida comum. E particularmente, me vejo exatamente naquele estado insone das primeiras cenas do Norton. Esse é bom!
___Sem mais por hoje.
Obrigada, volte sempre. Não se perca no caminho, hein!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

TIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM FESTIVAL

__________Têm coisas na vida que é impossível descrever, seja com imagens, letras ou sons. A emoção por algo que você esperou muito pra que se concretizasse é uma dessas coisas. Nem mil fotos coloridissimas, da mais alta resolução descreveriam o quanto aquele show foi bom. Tietismo a parte, acredito gostar de rock, pela sua batida vibrante, seus rifs elétricos que te fazem querer voar dançando ou dançar voando, por toda aquela rebeldia inventada que parece acompanhar tal estilo musical. E definitivamente, acho que prestigiei o melhor show de rock do momento. E esse é só começo desse post que pretendo ler quando ficar velhinha. Vai que eu perco a memória?!
___________Na verdade, pra começar, quando vi a lista das bandas que viriam ao Tim Festival desse ano pensei: "Será que mais uma vez perderei O show?". Há 4 anos atrás 'chorei' minha menoridade e vi Libertines pela tv. Passados dois anos, eis que ai sim, chorei ao ouvir Strokes cantando todas as minhas músicas preferidas para milhares de brasileiros, dos quais eu não estava inclusa. Será que novamente não poderia ir ao show de uma banda boa de verdade? Oh man! Descobri que ter 18 anos e ter passado no vestibular de cara (seja pra que curso for!) é algo realmente fundamental na vida de alguém. Duvido que sem essa condição ouviria minha irmã dizendo: "Eu pago o show pra você!" Foi tão gostoso quanto comer aquele brigadeiro com chumbinhos cobrindo-o. Por mais emocionada que eu tenha ficado, inexplicávelmente fui sem GRANDES expectativas pro show. Esperava sim, ouvir as minhas outras músicas preferidas, cantadas pelos Macacos do Ártico, e esperava que seria uma diversão a não ser esquecida jamais. O que de certa forma foi bom. Não mentalizei nada, e ao ver a coisa ao vivo, senti como pode ser forte uma emoção desse tipo.
__________Decapitando pra sempre a cabeça de coisas como cansaço, Bjork, suor alheio, horas a fio em pé, calorÃo, e a falta de sensibilidade nos pés, coluna e todo o resto (ainda acho que estou morta!) foi tudo realmente INCRÍVEL, extasiante, inesquecível. Depois de conhecer alguém com a vida que eu queria pra mim, entramos no recinto - Pedreira Paulo Leminski e descobrimos que iriamos ver o show do melhor lugar possível. Hot Chip, com seus integrantes efusivos e dançantes animaram até que bem a espera pelos shows da noite. *Detalhe para o carinha que foi esquentar seu Hot Pocket na hora do show dos caras! Tsic, Tsic. Ok. Eu havia decapitado a Bjork ali em cima, mas acho que toda a parnafenália e a chuva de papéis torna o show dela até que bem bacana, bem feito, com momentos também dançantes e foi bonito ver os fãs da cantora esquimó cantando as letras mais estranhas já ouvidas por mim. Os meninos acharam ela linda, eu apenas a acho corajosa, descolada e esquisita, mas isso não vem ao caso. *Detalhe para minha brilhante atuação, sem modéstia e nada, com o catarinese bonitinho, porém alto demais pra ficar na minha frente! Eu me daria a Palma de Ouro, ou seria a Barriga de Ouro? hahahaha E eis que...
__________No momento em que eu já estava me despedindo da vida, sentindo que as pernas não iriam mais suportar o peso, que o cabelo já não estava mais na cabeça, e que aquele gordinho de verde iria me deixar com insuficiência respiratória crônica e um cc eterno... Eis que acontece uma das coisas mais legais da noite pra mim...Tchanam! Eu puxei a "palminha" pra banda entrar logo. Com a demora na retirada das tranqueiras do cenário da Bjork (sempre com todo respeito, ok?), nós, meros fãs ansiosos prestes a morrer, não aguentavámos mais a espera. O povo meio em silêncio e eis que a Leleca aqui começa a bater palma e disse: "Começa!", seguido dos vinte ao redor, e de repente, todo mundo estava chamando os Monkeys! Um pouco depois, com um cenário simples e poucas (será que teve alguma?!) palavras, começou o show que só sai da minha cabeça se eu a perder! Sem citar set list nenhuma, eu só posso dizer que foi incrível. O show foi curto, realmente, e eles não ficaram falando muito - o que pra mim é até vantajoso, já que entender aquele sotaque *maravilhoso* deles é complicado à primeira instância. Pra não dizer que não falei das músicas, Teddy Piker, Dancing shoes(perfeição) , I bet you look good on the dancefloor, Fake Tales of San Francisco (perfeição) Balaclava, Do me a favour, a marcante com aquele uníssono que mal deixava ouvir a voz do cara Flourecent adolescent, só pra citar algumas, e a minha querida A certain romance, encerrando aquele que foi vibrante, categórico e bem-feito show!
__________Pra quem for dizer que foram frios, chatos, blábláblá, eu só digo que eles sabem fazer boa música, só se preocupam com isso, e nesse questito não há o que discutir. Fizeram seu trabalho com excelência e voltem quando quiserem! Se alguém quiser acenos, risadas e beijinhos (finge que a gente não quer!) que vá ao show do Rebelde ou sei lá o quê. Ok, não fui feliz nesse paragráfo, vamos a outro. *Detalhe para os meus gritos, totalmente involuntários (eu gritei?!) de "Lindo!", "Gostosinho", "Cai aqui Alex" hahahaha, ou "Que palheta que nada, vem pra cá meu filho!"...Sou apenas uma adolescente fosforescente, oras! hahahaha)
__________Sem me importar muito com quem vai ler esse post que vai ficar gigante, afinal, ele vai servir como um diário, ainda cito o show muito bom dos Killers. Me senti até lisonjeada de poder ver o show de uma banda tão boa, da qual não sou tão fã, e sentir toda a energia dos caras. Também, com um front-man daqueles não tem como a banda não emplacar qualquer som! Ulalá!
__________É, acho que vai ser difícil esquecer as últimas 24 horas. Foram intensas, desgastantes e sublimes. Tudo ao mesmo tempo, tudo ao seu modo. Mando lembranças as pessoas legais da excursão, ao tiozinho que me vendeu a desnecessária capa de chuva, ao menino que ia me levantar pra tomar um ar, ao trio que nos acompanhou durante nossa maratona fila-chão-aperto-show-sono, Íria, Caio e a minha outra veterana, e aos companheirinhos de viagem, Ana Júlia e Ricardo, valeu dudes! Fomos felizes, mas não nos pega mais! hahahha
RIMAS FÁCEIS (especial bordões da viagem!)
-"Jesus me chicoteia!", Ana Júlia
-"Bjork é fodaaaaa meu"..."Arctic Monkeys é fodaaaa meu"..."The Killers é fodaaaa meu. Até aquela droga de Hot Chip é fodaaa meu!", Caio
-"Ar, ar. Meu filho vai nascer!", Letícia
-"Minha gente, abre espaço que a mulher grávida tá passando mal, ela vai gorfar!", Caio
-"Tô passando mal"/"Acho que vou morrer", Caio, Letícia, Ricardo, em ordem alfabética! hahahaha
CALAFRIO:
-O Alex cantando com carinha de bravo.
-O guitarrista dos Monkeys, com aquela bochechinha rosa, e o cintinho por cima da pólo.
-O Brandon. Kill me. Pleaseeee.
-Qualquer vento abençoado que pairou sobre aquele lugar.
........Por hoje é só.!
Letícia

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Admirável tempo escasso

....................Certas coisas não deveriam ser descobertas. Algumas discrepâncias típicas da vida humana deveriam ficar trancadas por muito mais tempo. O desespero adora revelações cabalíticas em determinado instante de nossa não escolhida existência. Assim, lenta e precisamente, de forma nada cortês, ele vem chegando. Frio, nublado, chato. E o mais desesperador é saber que nada pode mudar tal fato. São conseqüências de atos próprios, os pensados e os impulsivos, e no final das contas a culpa é sua mesmo, ora bolas. Escolhas, dúvidas, sentimentos. Não pode-se fugir de nada disso.

..................Reclamações a parte, no final das contas as coisas devem melhorar. Sim, deve-se acreditar. Sem crenças não existem metas a serem atingidas, sonhos a sairem do papel, destinos aos quais se deve chegar. Crer em uma vida estável, feliz e tranqüila, maculada pelo canto dos pássaros e o correr dos minutos em marcha lenta: é necessário. Crer que qualquer hora dessas o tempo desacelera. Crer que ele vai se cansar, e só após muita ociosidade, resolverá acelerar novamente para que descanse em paz. Ele e você. O tempo de certa forma, é tudo o que se tem. Saúde, moral e dinheiro encontram-se de forma distinta em cada um, mas a forma de administrar o tempo é que tem de ser levada em conta. Porque ele não pára. Não até que tudo se consuma. Não até que você já tenha atravessado tudo a que foi designado. E ele é escasso. Ó, como é. Quem tem tempo pode dizer ter quase tudo, pois assim aproveita melhor a vida, dorme, acorda, faz aquilo que tem vontade. Diz-se até que tempo é dinheiro, tamanha sua importância pra tudo. O tempo no momento está correndo, passando e a vida vai junto. Enquanto escrevo tal consideração sobre o tempo e você a lê, ele está se deslocando numa velocidade única e precisa, mas não pára. Já dizia Cazuza.

.....................Portanto, não fique aí parado, pensando em como a vida seria diferente se tais palavras fossem ditas, tais ações concluídas, tais pessoas admitidas em sua vida. Como também dizia o Granfather dos Beatles: "O que você está fazendo aí com esse livro, Ringo. A vida está passando, os outros se divertindo e você aí enchendo sua cabeça com esse livro". Não exatamente nessas palavras, a começar pelo idioma ser outro, mas a idéia é essa. Leia sim, mas dê espaço para extravagâncias, conclua suas fantasias e aventuras, dedique-se a projetos que não tenham tanta validez, mas que estão dentro de você, de suas ambições e desejos. Só assim, o tempo vai ter mais sentido, só assim ele vai ser menos escasso, corrido e injusto. Só assim poderá dizer daqui uns anos que você sim, soube aproveitar o tão precioso tempo.



..........Pensei que não iria voltar a postar nesse blog. Nada que uma semana do saco cheio não faça!. Então, vamos às dicas!


DICAS DA SEMANA:
FILMES
Estou com mais de vinte pra assistir, mas o "tempo", ou a falta dele não deixa. Depois desse post, vou sair daqui e ver uns cinco seguidos! *risos* Mas, dos últimos que assisti, lá vai:
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A mulher do meu irmão. Quando você vê o marido dela, o cunhado dela, e ela, você pergunta: "Por que não eu?" Mas essa sensação não dura quarenta minutos. Intrigante? É espanhol também.
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Vida que segue. Eu sou fã do Jake Gyllenhaal , não é de hoje e nem por ele ser um dos cinco caras mais "apetitivos" do cinema atual. Nesse filme em particular, ele, junto com Dustin Hoffman e Holly Hunter arrebenta.
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Driving lessons (Lições de vida) detesto as traduções dos nomes dos filmes. Mas o Rupert Grint, lá do Harry Potter, ao entrar em contato com Julie Walters, fez um bom filme, com um toque de humor britânico e leituras shakesperianas muito apreciativas.
Ainda não assisti Tropa de Elite - é um dos vinte filmes que me aguardam - mas só por terem feito a melhor campanha "marketeira" do cinema nacional já vale um apreço.
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MÚSICA
Com a iminente chegada do show do Arctic Monkeys ao Brasil (faltam exatos 23 dias para o show do ano!) e aquela euforia marota presente no verão, recomendo aos londrinenses de plantão conhecerem ou ouvir, algumas bandas que vêm para o Demo-sul em novembro. OK, vai demorar, mas só Deus sabe quando voltarei a esta página. Vejam a lista e façam suas escolhas.
Sexta-feira (16/11)
EDGAR SCANDURRA - (SP)
VANGUART - (MT)
TRILÖBIT - (PR)
DROOGIES - (PR)
CHARME CHULO - (PR)
ESPÍRITOS ZOMBETEIROS - (PR)
NEW ONES - (PR)
VERTIX - (PR)
THE WIND - (PR)
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Sábado (17/11)
LUDOV - (SP)
MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU - (DF)
JUNKIE BOZO - (PR)
EDDIE - (PE)
CHÁ DE CHOCALHO - (PR)
LOS PORONGAS - (AC)
CLAVADISTAS - (ARG)
TERRA CELTA - (PR)
LIGA PROTESTANTE - (PR)
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Domingo (18/11)
MATANZA - (RJ)
SUPERGALO - (DF)
HOCUS POCUS - (PR)
BANG BANG BABIES - (GO)
FISICOPATAS - (PR)
REVOULT - (PR)
TOA TOA - (RJ)
CHERNOBILS - (PR)
CRAZY HORSE - (PR)
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E ainda não acredito que vou ver Arctic e Vanguart. Ô trem bão!
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RIMA FÁCIL:
"Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Tempo, tempo mano velho!"
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CALAFRIO:
Banho de chuva. Calor sufocante, corpo quente. Chuva forte e gelada. Uma das melhores coisas da vida. Abençoada seja a chuva desse domingo. Volte quando quiser!.
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.......Por hoje é só! Já gastei tempo demais por aqui! ;).......

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Após um longo tempo sem a menor "inspiração" para a escrita (mesmo sem existir essa coisa de inspiração) volto ao meu agradável e relaxante blog. UI. Assuntos não me faltam: jogos do pan, Cristo eleito maravilha do mundo moderno, quebra pau dos ambulantes londrinenses, os riquinhos que estão batendo em empregadas domésticas ou simples usuários de ônibus (estamos na reta, meu povo!), enfim, acontecimentos não faltam. Mas nessa noite chuvosa e fria quero falar de outra coisa. Nada de fatos, nada de coisas palpáveis. Queria falar sobre coisas bonitas, simplicidades que estão disponíveis a nós, dia após dia. O nascer e o pôr-do-sol, a aparição da lua e das estrelas, as nuvens que modificam-se a todo momento, gotas de chuva que não nos molham. A natureza por si só é capaz de produzir tantas coisas boas e únicas. Só deveríamos gostar de tudo isso e respeitar. O aquecimento global me faz ter medo, muito medo. Banhos longos e quentes são um dos maiores prazeres da vida. É sublime. Mas entra a parte de economizar e tudo mais. Por mais que já se tenha dito, é simples, basta cada um fazer a sua parte e tudo será resolvido. Quanto ao mais...Aproveitar tudo o que já está disponível e enquanto está disponível é o melhor a ser feito. Ouvir o canto dos pássaros, ver as folhas caindo das árvores, jogar pedrinha no rio pra ver as lindas esferas mudando de tamanho. Deitar na grama, na sombra, e olhar o horizonte, o céu tão azul, ou tão cinza, que seja! O importante é aproveitar. Têm coisas na vida de cada um que torna coisas assim menos interessantes. Mas posso garantir...Poucas coisas nessa vida podem aliviar tanto um coração aflito do que observar e sentir as pequenas coisas da vida. Lembre-se ao acordar, você sempre terá: UMA VIDA ILUMINADA! (E já se faz um trocadilho com o filme do menino do Harry Potter. hahaha)

DICAS DO MÊS: (Nunca se sabe quando a pessoa aqui vai voltar)

CINEMA: Ah, e os ocean´s thirtheen chegaram! Faz um tempinho já, mas não custa nada conferir. Posso adiantar que no minímo se equipara aos dois primeiros.

DVD: Alguns filmes bons: Capote, Sociedade feroz, Pecados íntimos, Babel, Diamante de sangue, Despertar de um homem (e aí você vai entender porque o Di Caprio pode ser considerado um bom ator. E isso vai além da extinção dos seus personagens em Titanic e A praia), Thelma e Louise, Loucuras de verão (está no meu top.10), De repente é amor, e acho que já foi filme pra todos os gostos.

MÚSICA: Closer do Travis. =D

RIMA FÁCIL:

Batatinha quando nasce
Esparrama pelo chão
Bebezinho quando dorme
Põe a mão no coração

CALAFRIO
L.P. Opaaaaaaaa!

Por hoje é só pessoal! Até a volta! =D